“Eu tento suprimir as lágrimas pesadas do meu rosto esboçando aquele riso desmedidamente
teatral. Finjo estar às mil maravilhas, até eu acredito nas minhas próprias mentiras. É
engraçado como você assiste a tudo isso de forma passiva e fria. Sabes tu que meu coração
depositei em tuas mãos. Tens conhecimento de que meu sorriso foi sepultado com o seu
descaso comigo. Assim como portas de cemitério, assim fiquei, paradas, fechadas, cravejadas
pelo tempo imperdoável, que enferruja as dobradiças de um fel amarelo e grosseiro. Balanço
o rosto querendo encontrar a solução pra esse inferno. Não tive estruturas pra viver longe de
ti. Eu sofri por você, que não me quis, as lágrimas que eu te dei, você as enxugou com pano
de chão…”
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