As
vezes tento entender porque gosto de você. As vezes me parece estranho, mas é
um estranho bom. Tento entender também porque acho
que você é tão igual a mim, pensa igual, age igual.
Quando
me perguntam como gosto de você, eu paro pra pensar. Não consigo explicar,
porque não é fácil. Você é tão simples, você
fala da simplicidade como se sempre estivesse com ela. Você não
fala comigo, e eu por algum motivo não falo com você. Deve ser o medo de errar,
de falar algo e parecer as várias que você não quer nem saber. Mas, quer saber?
Eu sou diferente, e você ainda vai perceber isso.
Falar
de amor. Tenho medo de falar disso também, as pessoas lá fora dizem que
machuca. As vezes acho que sou pequena pra falar dessas coisas. Antes escrever
em folhas assim, do que abrir a boca e sair alguma coisa que você não goste. “Desliga a TV e liga o cérebro”.
Quantas vezes eu já li e já refleti sobre isso. Tenho muito medo de chegar em
você com o cérebro desligado, é engraçado, eu sei, mas não quando você
necessita de uma boa impressão. O medo é de te olhar e começar o branco, não
saber falar nada.
O fato
é que se você não falar comigo e eu não falar com você, não vamos ver a cor dos
nossos olhos e os sorrisos. Não sou perfeita e a última coisa
que eu quero é a perfeição. Se não for pra ficar perto de você, que eu te veja,
nem que seja por obrigação.

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